
Teu corpo claro e perfeito,
- Teu corpo de maravilha,
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...
Teu corpo, branco e macio,
É como um véu de noivado...
Teu corpo é pomo doirado...
Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...
Teu corpo é a brasa do lume...
Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Que em cantigas se derrama...
Volúpia da água e da chama...
A todo momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...
Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira...
(autoria: Manuel Bandeira)


Poema da Noite
Já chorei vendo fotos e ouvindo musica;
Já liguei só para ouvir uma voz;
Me apaixonei por um sorriso;
Já pensei que fosse morrer de saudade;
E tive medo de perder alguém especial... (e acabei perdendo)
Já pulei e gritei de tanta felicidade;
Já vivi de amor e fiz muitas juras eternas... "quebrei a cara muitas vezes!"
Já abracei para proteger;
Já dei risadas quando não podia;
Já fiz amigos eternos;
Amei e fui amado;
Mas também já fui rejeitado;
Fui amado e não amei..
(autoria: Charles Chaplim)




Louco Amor
Sou o segredo da tua alma
Sou o alimento do teu corpo
Descanso em teu olhar
Abasteço-me do teu respirar
Ama-me unicamente
Deseja-me cada segundo
Faz de mim teu escudo
E implora meu amar
Ama-me pela eternidade
Deseja-me inteiramente
Cobre-me de beijos
Aquece-me com teu abraço
Encosta teu lábio suave no meu
Dá-me teu coração
Enche-me de amor
Sufoca-me de paixão
(autoria: Letticia Cecy Correia)


Sensual
Ainda sinto o teu corpo ao meu corpo colado;
nos lábios, a volúpia ardente do teu beijo;
no quarto a solidão, desnuda, ainda te vejo,
a olhar-me com olhar nervoso e apaixonado...
Partiste!... Mas no peito ainda sinto a ânsia e o latejo
daquele último abraço inquieto e demorado...
- Na quentura do espaço a transpirar pecado,
Ainda baila a figura estranha do desejo...
Não posso mais viver sem ter-te nos meus braços!
- Quando longe tu estás, minha alma se alvoroça
julgando ouvir no quarto o ruído dos teus passos...
Na lembrança revejo os momentos felizes,
e chego a acreditar que a minha carne moça
na tua carne moça até criou raízes!...
(Autoria: J. G. de Araujo Jorge)


Amo-te!!
Amo-te, não somente pelo que és,
mas pelo que eu sou quando contigo estou...
Amo-te, porque puseste a mão pela minha alma
e passaste por debaixo das minhas fraquezas...
Amo-te, porque com o teu amor
despertaste esta luz que ninguém antes tinha conseguido...
Procurei no horizonte uma nova forma de ser feliz...
Não encontrei...
Procurei na noite uma suave maneira de sonhar
Não adormeci...
Procurei, então, onde a razão não pode alcançar...
E deste sonho despertando, fui dentro de mim,
profundamente e quase sem querer,
descobri-te por entres letras mágicas e risos escondidos...
Jamais pensei que houvesse alguém assim
tão amável e verdadeiro como tu...
e que conseguisse despertar tal sentimento...
Ontem, apenas gostava de estar ao teu lado...
Hoje percebo o quanto preciso de ti
Fecho os olhos para imaginar o teu tão doce rosto...
E então, cheia de saudades,
Consigo apenas escrever uma frase...
Amo-te!!
(poema atribuído à Clarinha.
Não sei. Procuro a autoria)


Basta Fechar os Olhos
Nas horas que me restam
De solidão
Serás minha doce lembrança.
Estás a um sonho
De distância,
Basta fechar os olhos.
Mesmo que meu tempo
Esteja acabando,
Que eu carregue um recife
No estomago,
Mesmo que tudo conspire
Contra meus sonhos
Não ficarei no escuro, sem luz!
Olha!
Lá fora a vésper brilha,
Esta amanhecendo!
Um novo dia surge radiante,
Novos sonhos fulguram.
Mesmo a sós estarás comigo
Serás meu guia,
Minha estrela peregrina!
(autoria: Delasnieve Daspet)


Auto-Retrato
Alguém diz que sou bondosa:
está tão enganado que dá pena.
Alguém diz que sou severa,
e acho graça.
Não sou áspera nem amena:
estou na vida como o jardineiro
se entrega em cada rosa:
corte, sangue, dor e aroma,
para que a beleza fique na memória
quando a flor passa.
(Amar é lidar com os espinhos
de quem ama por inteiro:
com força, não com fraqueza.)
(autoria: Lya Luft)


Namorar Depois dos Cinquenta
Em nossa idade, depois do meio século, o amor já percorreu estradas, dobrou esquinas e optou em encruzilhadas... Já errou, já acertou, já deslizou, já se arrependeu e inevitavelmente o tempo se foi.
Viveu-se o amor, perdeu-se o amor, alguns pelas mãos de Deus, outros pelo enfraquecimento do viver a dois.
Hoje o nosso olhar em direção ao amor continua mais lindo, pois na longa caminhada dos sentimentos, aprendemos a somar, a dividir e a multiplicar, sem chances de diminuir no conhecimento do sentimento do amor.
O amor maduro chega de mansinho e se aloja em nossa vida, sem tempo para acabar.
O caminhar a dois é mais sereno, a cumplicidade existe, o carinho é mais espontâneo, não nos inibimos diante do querer, a sintonia é completa e as lembranças são depositadas no álbum das saudades, que guardamos de um tempo que não volta mais.
Namorar na nossa idade é carregar a ternura no olhar. O brilho é mais intenso, a vontade de acertar é mais forte. A construção do caminhar a dois é a soma do querer, é o encontro de duas almas aplaudidas por dois corações que dividem a emoção de amar.
As pequeninas atitudes, os gestos e os detalhes são os alimentos que sustentam este amor. Viver a dois é a alegria da companhia, do chamego dengoso, dos beijos ainda “calientes”, dos insinuantes olhares quando o desejo se manifesta e a promessa no olhar de que em todo amanhecer, será o mais belo bom dia entre dois seres que encontraram o amor!
(desconheço a autoria)


Só Canção
Olhei-me no retrato, toda azul
Percorrendo os meandros do tempo
A seda de meus dias mostra a blusa
Com que se cobre
O azul de minha história
Meus passos sempre tão azuis
Semeando sonhos nos caminhos
À tarde, então cobre-se de sombras
Na verdade profunda dos meus dias
No retrato de mim toda azul
Trazida pela mão do vento
A moldura amarela quase ouro
Cobre-se de areia da lembrança
O azul do meu vestido revela-se
No sonho das manhãs
Eu não tenho nome
É só canção...
(autoria: Mavi Lamas)


Tua Ausência
É noite, não posso ver o horizonte, não ouço os pássaros.
Mas posso ver as estrelas brilhando
e a lua, como uma maestrina de uma eterna sinfonia.
Tudo é escuro e tua ausência transporta
o vazio do universo para o meu coração.
Adormeço, esperando impacientemente o novo dia.
Quando acordo, não vejo as estrelas,
nem mesmo a maestrina lua.
Vejo o horizonte e ouço os pássaros,
agora tudo é claro, mas tua ausência,
dentro de mim continua.
(autoria: Marcio Luiz Antunes)


O Caminho da Vida
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza,
porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma dos homens...
levantou no mundo as muralhas do ódios...
e tem-nos feito marchar a passo de ganso
para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade,
mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz abundância,
tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos;
nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência
e tudo será perdido.
(O Último discurso, do filme O Grande Ditador- Charles Chaplin)


A Um Ausente
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
(autoria: Carlos Drummond de Andrade)


Poema da Noite
Já chorei vendo fotos e ouvindo música.
Já liguei só para ouvir uma voz.
Me apaixonei por um sorriso;
Já pensei que fosse morrer de saudade;
E tive medo de perder alguém especial...
(e acabei perdendo)
Já pulei e gritei de tanta felicidade.
Já vivi de amor e fiz muitas juras eternas...
"quebrei a cara muitas vezes!"
Já abracei para proteger;
Já dei risadas quando não podia;
Já fiz amigos eternos;
Amei e fui amado;
Mas também já fui rejeitado;
Fui amado e não amei..."
(autoria:Charles Chaplin)


Sobre mim mesma: Não sou uma pessoa rotulada, (autoria: Alzira Paulino)
Se eu não estou de bom humor, vou te mostrar isso!
Se eu não estou feliz, não vou me desmanchar em sorrisos!
Se eu não quero, não espere que eu aceite!
Se eu te amar, isso vai ser importante pra mim!
Se eu desejo, vou buscar!
Se eu chorar, é porque cheguei ao meu extremo!
Se eu me culpei, foi porque assumi os meus erros!
Se eu desisti, foi porque alguém assim quis!
Se eu tenho orgulho, é porque ainda preservo certas coisas!
Se eu sou assim, é porque também sou ser humano!
Se eu fiz alguém sofrer, já paguei esse pecado!
Se eu sou sincera, é porque odeio hipocrisia!
Se eu disse que te amava, é porque te amava!
Se eu disse que te odiava, é porque te odiava!
Se eu disse que é eterno, é eterno!
Se eu disse que não, foi por um bom motivo!
